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Dirofilariose

A Dirofilariose é uma doença parasitária provocada por vermes cardíacos no cão. Este parasita aloja-se no coração e artérias pulmonares, podendo, em casos extremos, provocar a morte do animal. A doença é transmitida por um mosquito que, ao picar um cão susceptível, lhe transmite a forma larvar deste parasita. O tratamento da doença é muito difícil e prolongado, pelo que a chave no seu combate é a prevenção.

Qual o parasita que provoca dirofilariose?

É um parasita chamado Dirofilaria immitis, da classe dos nemátodes. Em adulto chega a atingir perto de 30 cm de comprimento, e em infestações intensas podem existir mais de 100 vermes adultos no interior do coração do cão afetado!

Como pode o meu cão ser infetado com a doença?

A doença é transmitida por um mosquito que, picando cães infetados dissemina depois a doença a outros cães. Em algumas áreas geográficas a doença é muito comum, enquanto que noutras é praticamente inexistente. Geralmente o risco é proporcional à presença de mosquitos nessa área. As temperaturas elevadas favorecem o desenvolvimento das larvas do parasita no interior dos mosquitos.

Como se desenvolve a doença?

As microfilárias (larvas de Dirofilaria) entram na corrente sanguínea depois da picada do mosquito, instalando-se nas artérias pulmonares onde se alimentam do sangue circulante. A presença dos vermes nas artérias provoca uma resposta inflamatória marcada e deficiências na coagulação. Além disso, o coração é obrigado a trabalhar mais para bombear o sangue através das artérias obstruídas. Mais tarde, quando há cerca de 25 parasitas adultos, dá-se a migração de alguns deles para o ventrículo direito e, mais tarde, para o átrio direito. Quando há mais de 100 parasitas adultos o coração direito está completamente preenchido por parasitas existindo muito pouco espaço para bombear sangue, desenvolvendo-se insuficiência cardíaca terminal. A maior parte dos cães não sobrevive a esta fase da doença. Os vermes adultos produzem continuamente larvas para a corrente sanguínea, transformando-se em fontes de infecção para outros cães e perpetuando a doença.

Quais os sinais da presença desta doença nos cães?

Os sinais são variáveis conforme a fase da doença. Em fases precoces desenvolve-se tosse, apatia, intolerância ao exercício, alguns animais sangram pelo nariz devido à deficiente coagulação a nível pulmonar. À medida que a doença progride desenvolve-se maior cansaço, dificuldades respiratórias devido a pneumonia responsiva aos parasitas (pneumonia granulomatosa eosinofílica), tosse crónica, colapso (desmaios) ou mesmo morte súbita (por arritmias ou embolia). A insuficiência cardíaca progressiva pode ainda levar a alterações congestivas, tais como ascite (acumulação de líquido abdominal).

Existe tratamento quando o animal já está doente?

Sim. Existe medicação eficaz contra o parasita adulto, embora o tratamento possa envolver muitas complicações e efeitos secundários. A morte de muitos parasitas adultos provoca sempre uma reacção inflamatória forte, assim como anomalias de coagulação. Estes problemas aparecem geralmente algumas semanas após o tratamento, sendo minimizados por restrição total de exercício por parte do cão. Mesmo com todos os cuidados a eliminação dos vermes adultos envolve riscos elevados para o animal.

Como devo proceder para saber se o meu cão está infectado?

O veterinário explicar-lhe-á os tipos de diagnóstico existentes. Atualmente, com uma pequena quantidade de sangue pode chegar-se a um diagnóstico fiável de dirofilariose. No entanto, é sempre aconselhável que estes cães sejam examinados pormenorizadamente e que lhes seja realizado um exame cardíaco completo para se poder avaliar o melhor regime de tratamento para o seu caso específico, assim como determinar a gravidade da doença.

Como posso fazer a prevenção desta doença?

Existem no mercado alguns produtos específicos para a prevenção desta doença. Esta profilaxia é feita em geral mensalmente, podendo ser administrada o ano todo em alguns casos, ou só nos meses mais quentes em outros casos. A frequência de administração depende sempre da área geográfica onde o cão se encontra e a temperatura média ao longo do ano. Peça opinião ao seu veterinário sobre o caso específico do seu cão. Nunca é demais realçar que a prevenção é essencial para evitar que o seu animal sofra as consequências por vezes devastadoras desta doença.