Prevenção da Leishmaniose

Um estudo recente "Semana da Leishmaniose" permitiu concluir que todos os distritos de Portugal continental apresentam seropositividade (de 1% a 15%), o que significa que há risco de infeção em todo o território e esta taxa tem tendência para aumentar. Sabe-se que o flebótomo beneficia com o aquecimento global, o que significa que, a manter-se o aumento da temperatura no planeta, podemos assistir a um crescimento da presença deste inseto e da doença por ele transmitida. Neste momento, a atividade do inseto desenvolve-se essencialmente entre Abril e Novembro.

Os números do estudo referem-se apenas a cães que têm dono e acompanhamento médico-veterinário regular. “Por todas as razões, mas também por esta, o abandono de animais infetados pode constituir um grave perigo para a saúde púbica. Os cães abandonados têm uma pior alimentação e estão mais sujeitos a parasitas, bactérias e vírus, passando a ser autênticos disseminadores de doenças”.

Como se transmite?

A Leishmaniose canina é causada pelo parasita Leishmania e transmitida por um inseto chamado flebótomo (Leishmania infantum) erradamente designado de mosquito. Uma vez infetado, o cão passa a ser uma espécie de reservatório da doença, podendo transmiti-la a outros cães e ao ser humano (zoonose).

Como se manifesta?

Há que esclarecer, primeiro, que nem todos os cães infetados com o parasita Leishmania desenvolvem a doença, por possuírem anti-corpos. E há animais que não manifestam sinais da doença, embora estes casos sejam raros. Os primeiros sintomas a aparecer são, geralmente, a perda de pêlo, descamação (sobretudo na zona da cabeça, cauda e patas) e seborreia. Se não for tratada, a doença alastra pelo resto do corpo, podendo surgir úlceras, escaras e febre. Sendo uma doença sistémica, afeta invariavelmente os rins, causando insuficiência renal crónica (nesta fase, o cão urina com mais frequência, bebe mais água, fica prostrado e perde peso). Assim que estes sinais começaram a surgir, o cão deve ser imediatamente encaminhado para o médico veterinário. Nas Clínicas VET encontra todo o apoio e equipamento necessário ao melhor encaminhamento.

Vacinação contra a leshmaniose

A agência Euronext revelou que Portugal é o primeiro país a receber a recém-desenvolvida vacina contra a Leishmaniose canina.

A escolha por Portugal justifica-se, alegadamente, por ser o país com maior incidência da doença em cães. A vacina, patenteada com o nome CaniLeish, deverá posteriormente ser distribuída por Espanha, França, Grécia e Itália. Os direitos pelo registo da vacina foram atribuídos à Virbac, depois dos laboratórios da sua subsidiária Bio Véto Test – BVT a terem criado.